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maneta 04 Ago : 09:34 Ok, estou agora de ferias em portugal, sim pq agora estou a trabalhar em frança!
Mas apos o dia 20 a ver se fazemos uma newsletter para avivar a memoria de todos.
Bushido 03 Ago : 16:41 um pouco é favor, temos de ver se damos um empurrão a isto
em Quinta 29 Junho 2006 por Kiba em Reviews de Anime Comentários: 4 Visitas: 1086 8.2 - 7 votos -
Título: Seikai No Monshou, Crest of the Stars Género: Acção, Romance, Ficção Cientifica, Espaço Duração: 13 episódios Estúdio: Bandai Visual / Sunrise Ano: 1999
Excepcional série criada pela Bandai e pela Sunrise, “Seikai No Monshou” é originalmente uma trilogia de romances da autoria de Morioka Hiroyuki, e que se tornaram incrivelmente populares no Japão, de tal forma que o primeiro volume foi reimpresso 3 vezes nos 2 meses após o seu lançamento em Abril de 1996. Para se ter uma ideia da importância destas sagas e do seu autor entre os japoneses, basta dizer que é considerado o salvador do género “épico espacial”, tão desgastado e mal aproveitado nos últimos anos. Sendo uma história de proporções épicas os pontos fortes desta obra são a história e os diálogos. A mente de Morioka criou para este universo uma dinâmica descrita aos mínimos detalhes, desde a tecnologia utilizada para as viagens espaciais, até à língua dos Abh, passando pelo seu carácter forte, as suas relações com os mundos vassalos e a sua complexa estrutura nobiliárquica, que se reflecte nos seus longuíssimos nomes repletos de títulos. O início de cada episódio vai adicionando novas informações sobre o histórico dos Abh, com um detalhe: TUDO é narrado na língua dos Abh (o Baronh)! Outra ideia interessante diz respeito ao Espaço Plano, uma área paralela ao Espaço Normal que funciona como atalho para as mais diferentes áreas do espaço. Seikai No Monshou engloba apenas os primeiros 3 livros dos 7 da saga Seikai. Seikai No Senki, série de 2000, acompanha o quarto livro, e Seikai No Senki II acompanha o quinto livro. O sexto livro foi lançado em 2005 como uma conclusão da série, em Seikai No Senki III, e já existem perspectivas para talvez animar o sétimo livro, que saiu no Japão em 2004.
No primeiro livro, na primeira folha, existe a seguinte introdução, que seria “um trecho” de “um livro” sobre o Gaftonoshu, que é o símbolo usado pelos Abh (o brasão): “A criatura desenhada neste emblema é um dragão de oito cabeças irregulares chamado Gaftonoshu. Esta mítica criatura havia sido a muito esquecida, até que um império a escolheu como o seu emblema. O Gaftonoshu então tornou-se a maior das criaturas dentre todas as lendas imaginadas pela humanidade. Isto porque este império em particular construiu a mais poderosa nação na história da humanidade. A raça que criou esta nação é conhecida como Abh. Ou talvez eles devam ser chamados de “Kin of the Stars” dado que é este o nome que eles orgulhosamente se proclamam. ”The Mythical Beast of Earth”
No futuro, a humanidade vive em todos os lugares da galáxia, e colonizou dezenas de planetas, que vivem com certa autonomia. No entanto, o novo Império Abh, uma orgulhosa hierarquia feudalista entronada por uma raça humana geneticamente alterada para adaptação às condições do espaço sideral, dotados de extrema inteligência e senso prático, com uma frota militar poderosíssima e quase invencível. São seres muito bonitos, semelhantes a elfos, que não envelhecem e podem viver 200 anos. O princípio da série mostra-nos a invasão pelos Abh do planeta Martine, cujo presidente negoceia a paz a troco de um título de nobreza no seio dos Abh. Anos mais tarde, o seu filho, um rapaz chamado Ghintec (Jinto), esta pronto para ir para a academia Abh, e a poderosa nave de patrulha Gothlauth (Gosroth) vêm busca-lo para cumprir serviço militar na força espacial Imperial. Mal sabe ele que, a bordo, e ainda como cadete, esta Lamhirh (Lah-feer), a princesa do império Abh, neta da Imperatriz. E mal sabe ele, que a Gothlauth (Gosroth) em breve estaria envolvida com o início da maior guerra que a galáxia jamais viu. O ponto mais extraordinário de Seikai No Monshou é obviamente a sociedade Abh. Obviamente seria natural para todos os telespectadores esperarem que os Abh são uma raça dominadora e selvagem conforme começamos a ver o anime, no entanto, lentamente, descobrimos que eles são o contrário. Uma sociedade pacífica, justa, boa e no geral, evoluída. Em vários momentos vemos o quão além de nossa moral eles estão, seja no momento em que as decisões de batalha são feitas não em relação a chance de vitória, mas sim em reduzir as perdas de vidas, até o modo com a qual eles tratam estrangeiros (os Abh não possuem preconceito).
Seikai No Monshou mostra-nos intrigas, espionagem, e praticamente todos os aspectos que envolvem uma guerra mas não esquece de nos mostrar os pequenos personagens, aqueles que agem e tomam as decisões que podem definir o futuro de toda a humanidade. Seja na relação entre Ghintec com Lamhirh até nas minúcias de cada líder das famílias, tropas e hierarquias Abh, vemos detalhes e profundidade sem precedentes em obras de Ficção Científica. A batalha e a acção acabam sendo apenas coadjuvante em uma grande aventura pessoal de Ghintec e Lamhirh, e em uma relação extravagante entre pessoas tão diferentes, mas tão semelhantes. No final, Seikai No Monshou nos faz pensar em como seria um futuro onde existam os Abh. Criaturas que de tão fascinantes e superiores chegam a assustar a todos. Sutil, detalhista, belo e realista, Seikai no Monshou desponta como uma das obras mais lapidadas do género, e certamente é uma pedida excelente para todos os tipos de fãs. Talvez, aqueles mais ávidos por acção e adrenalina, podem entediar-se com as minúcias da política e desenvolvimento, mas certamente vale o esforço.
O anime tem uma banda sonora grandiosa e magnífica especialmente o opening theme que tem um grande feeling de um épico espacial.
OBS: Não parem antes dos créditos finais do último episódio acabarem!
Os DVD’s oficiais norte-americanos da Bandai decidiram que a audiência era demasiado estúpida para entender os nomes originais (porque Baronh NÃO tem uma estranha pronuncia) e decidiram inventar nomes. Por exemplo, a personagem principal, Lamhirh (seiyuu Kawasumi Ayako). Em Baronh, “mh” é pronunciado como “f”, e “rh” como “r”. Isso significa que o nome dela é pronunciado como “Lah-feer”. Em Japonês, torna-se “Rafiiru”. Banda decidiu alterar o nome dela para Lafiel para ser mais fácil de perceber. O mesmo vai para Ghintec: “gh” é pronunciado como “j”, e “ec”no final da palavra é muto, por isso é “Jint”, que se trona “Jinto” em Japonês. (“Jint” é o nome dele correcto no dialogo Terráqueo, e, como tal é usado para o primeiro episódio, antes de ele se tornar um Abh.) Para mais informações: www.abhnation.com
Registado: 03 Mai : 19:58 Comentários: 25 Localização: Gouveia/Leiria/Covilha
É muito bom o anime. Nice review Kiba. Muito bem estruturada e muito e escrita de uma forma bastante suscinta.
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